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	<title>Marcelo Silva</title>
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	<description>PROVOCAÇÕES FILOSÓFICAS</description>
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		<title>Marcelo Silva</title>
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		<title>INSUBMISSÃO CONTÁBIL</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 18:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Maio/2011</p>
<p>No ponto da fiscalização do Conselho Contábil não há propriamente um sujeito de direitos. Ele está, nos dizeres de Juliano G. Pessanha, desrealizado; está fora de cena. É apenas quando toma parte na cena que o sujeito ganha realidade e adquire fisionomia.</p>
<p>Pode parecer paradoxal, mas participar da cena é estar fora; é ser diferente. É preciso fugir da força do “espírito de rebanho” que condiciona seguir os outros; é preciso coragem. Lya Luft percebeu isso ao afirmar que se almejamos algum tipo de liberdade é preciso escolher, com audácia se for preciso, que portas vamos abrir ou ignorar – no cenário há várias portas, que se repetem mais atrás, e mais ainda, numa perspectiva que confunde. A porta&#8230;</p>
<p>Com disposição e coragem posso começar a fazer minhas escolhas: ser diferente e estar fora e dentro da cena, ou permanecer manejado por cordões que me movimentam.</p>
<p>Quero tomar parte da cena? Que portas abrir? Boneco manipulado? Comodismo? Mediocridade? Insubmissão&#8230; Não a insubmissão pela insubmissão, nada disso. Falo de uma insubmissão na linha da “boa transgressão”, proposta pela Lya Luft, qual seja, a de escapar da manada e indagar, duvidar, questionar, não com rebeldia sem sentido, mas para abrir horizontes.</p>
<p>A “fusão de horizontes” proposta por Hans-Georg Gadamer.</p>
<p>O início pode ser com uma pergunta – somos levados a filosofar –, e pode ser a colocada pelo poeta Pablo Neruda: – Foi onde que a mim me perderam que logrei enfim me encontrar?</p>
<p>A porta&#8230; Quero tomar parte da cena? Sou um sujeito de direito nessa fiscalização do Conselho Contábil? Insubmissão&#8230;</p>
<p>A realidade jurídica desse sujeito de direito passa, inexoravelmente, pela poesia, e isso se confirma pelas palavras do jusfilósofo Paulo de Barro Carvalho, que, ao tratar do pensamento de Villém Flusser, sentencia que “o legislador torna-se o poeta do direito, aquele que tem (e transmite para dentro da conversação) pensamentos novos. A poesia, produtora da linguagem, assume aqui a condição de produtora do direito”.</p>
<p>Nessa cena o sujeito de direito busca participar, busca a palavra, a palavra inaugural&#8230; Com a palavra, o Poder Judiciário – interprete autêntico&#8230;</p>
<p>Sobre a ausência de um sujeito de direitos na cena da fiscalização do Conselho Contábil, a Justiça Federal no Paraná assim se posicionou, no mérito, no último dia 15/03/2011, inaugurando a palavra: “Concedo a ordem pleiteada, nos termos da fundamentação, para o fim de desobrigar a impetrante de fornecer ao Conselho Regional de Contabilidade &#8211; CRC/PR os livros e documentos contábeis de seus clientes, bem como os Contratos de Prestação de Serviços Profissionais e a Relação de clientes que estão sob sua responsabilidade técnica”.</p>
<p>A decisão judicial coloca o “Eu, contador” na cena; um sujeito de direitos. Porta escolhida; palavra instaurada; modificação da ordenação jurídica das condutas.</p>
<p>Toda compreensão é poesia, disse a Adélia Prado.</p>
<p>Na compreensão dos valores o interprete autêntico anotou que “como bem aponta o parecer do Ministério Público Federal, o Conselho não está investido de poderes excepcionais que lhe permitam exercer a fiscalização do profissional contador através de livros e documentos contábeis de seus clientes, sendo necessário observar que estes dados estão submetidos à norma do art. 1.190 do Código Civil Brasileiro que prescreve que, ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei”.</p>
<p>O pronunciamento do Ministério Público é consistente ao decretar que “é ilegal, portanto, a Resolução CFC 890, ao dispor que o Conselho ao desenvolver sua ação fiscalizatória, tenha acesso às demonstrações e escrituração contábeis das empresas clientes da sociedade/profissional contábil (livros e documentos contábeis)”.</p>
<p>Vale dizer, o “<em>modus operandi</em>” da fiscalização das sociedades e profissionais de contabilidade por parte do Conselho Contábil é incompatível com a ordem jurídica em vigor. Palavra inaugural, palavra do Poder Judiciário&#8230;</p>
<p>A cena de que o “Eu, contador” participa é o conjunto de significações do sujeito de direitos, naquilo que repercute finalmente na garantia da privacidade e no sigilo profissional.</p>
<p>Escolhi a porta&#8230; Estou na cena, tomo parte dela; estou realizado&#8230;</p>
<p>Não é incrível que este ator – Eu, contador – tenha que estar no puro lado de fora para tomar parte da cena?</p>
<p>Eu nunca estive a caminho&#8230;</p>
<p>Marcelo Henrique da Silva, é contador em Londrina.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=153&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DESIMPORTÂNCIA CONTÁBIL: UMA VERDADE INCONVENIENTE</title>
		<link>http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/desimportancia-contabil-uma-verdade-inconveniente/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Abril/2011 Ao descrever sobre o pensamento “livre” o filósofo Bertrand Russel assinala que este é realmente livre quando exposto a &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/desimportancia-contabil-uma-verdade-inconveniente/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=150&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abril/2011</p>
<p>Ao descrever sobre o pensamento “livre” o filósofo Bertrand Russel assinala que este é realmente livre quando exposto a uma competição liberada entre opiniões, ou seja, quando todas as opiniões possam se manifestar, e não haja vantagens associadas a esta ou aquela. Por outro lado o pensamento é “não livre” se todos os argumentos de um lado da controvérsia são sempre apresentados de modo tão atrativo quanto possível, enquanto que os argumentos de outro lado só podem ser descobertos mediante uma procura diligente.</p>
<p>O ideal do pensamento livre, ao que se vê no universo contábil brasileiro&#8230;</p>
<p>Há pouco tempo tivemos a introdução no direito positivo brasileiro da Lei 11.638, que, pela propaganda oficial – incorporada e batalhada pela tropa de guarda – teria estabelecido que todas as empresas brasileiras estariam obrigadas (<em>sic</em>) a adotar um novo padrão contábil; internacional, diga-se.</p>
<p>Ao reivindicar o monopólio da opinião, as entidades de contabilidade tornaram-se um dos principais obstáculos à inteligência e à liberdade de pensamento, e isso de deve basicamente a alguns fatores: a) de que um “novo” contador precisa de uma “nova” contabilidade para crescer; b) propaganda oficial do pensamento único; c) patrocínio maciço a um sistema de cursos e eventos de opinião única; d) patrocínio extensivo a um sistema de educação destinado a fazer acreditar que não há espaço para proposições diferentes; e) desestímulo ao pensamento sistêmico e interdisciplinar (desde que oposto ao oficial); f) falta da proposição de debates estruturais sobre as opiniões divergentes.</p>
<p>Numa realidade paradoxal, diante daquilo que se verifica no universo contábil pátrio, vemos o filósofo Paolo Flores d’Arcais e o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, debaterem sobre a existência ou não de Deus (Deus existe?); noutra frente, o filósofo Mario Sergio Cortella e o psicólogo Yves de La Taille Deta, debaterem sobre moral e ética (Nos labirintos da moral); mas no meio contábil as entidades (de classe, sindicatos, universidades, &#8230;) não produziram qualquer debate sério de idéias entre opiniões diversas das suas – a oficial.</p>
<p>Debate-se sobre Deus; debate-se sobre moral, sobre ética; debate-se&#8230; Mas não existe espaço para a proposição de debates sobre opiniões diversas no universo contábil. Proposital! Pensamento único!</p>
<p>Só os guardiões, na linguagem de Platão, podem pensar e opinar; o resto deve obedecer, seguindo líderes como um rebanho de carneiros.</p>
<p>Mas pra que debater se as entidades já estão convictas de suas “opiniões”? Na psicologia do <em>consensus</em> <em>sapientium</em> <em>contábeis</em> a “opinião” é única.</p>
<p>A opinião é oficial, e única.</p>
<p>Mas, então, o que se deve fazer com os casos em que as normas jurídicas resultem em prescrições contrárias às “opiniões oficiais”?</p>
<p>Nesse caso utilizam-se da teoria aplicada pelos teólogos do Concílio de Trento, de 1546, que, sem meias-palavras, decidiram: “ninguém que confie em seu próprio julgamento e que distorça as Escrituras Sagradas de acordo com sua própria concepção ousará interpretá-las contrariamente àquele sentido que a Santa Madre Igreja, a quem cabe julgar seu verdadeiro sentido e significado, sustentou ou sustenta”.</p>
<p>Assim, a opinião diferente da oficial deve ser considerada formalmente como opinião de um herege, já que contradiz explicitamente o sentido da “sagrada opinião”; fruto supremo da árvore do conhecimento.</p>
<p>Talvez seja o caso de concluir que estava certo o russo Liev Tolstói quando escreveu sobre como se mantém o poder do Estado: “Graças a uma organização das mais artificiais, inteiramente forjada em favor do aperfeiçoamento científico, e que faz com que os homens estejam sob um encanto do qual não podem se libertar”. Esse encantamento, segundo Tolstói, consiste em alguns meios de influência, dentre os quais destaca-se a “hipinotização do povo” e a “intimidação”.</p>
<p>Em outras palavras, o que pode estar no cerne da objeção ao debate nos temas contábeis não é tanto a possibilidade do ser cognoscente construir interpretações diferentes daquelas oficiais, mas, antes, o desafio à autoridade dos eruditos na interpretação das “escrituras”.</p>
<p>Vale lembrar que Galileu Galilei foi levado a julgamento em 1633 e considerado veementemente suspeito de heresia; os juízes o acusaram “de ter acreditado e apoiado um doutrina que é falsa e contrária às sagradas e divinas Escrituras – de que o Sol é o centro do mundo e não se move de leste a oeste e de que a Terra se move e não é o centro do mundo”.</p>
<p><em>Eppur si muove</em>.</p>
<p>Seguindo os passos gigantes de René Descartes, espero o julgamento não apenas pelas coisas que expliquei, mas também, e principalmente, por “aquelas que omiti intencionalmente para deixar a outros o prazer da descoberta”.</p>
<p>E, contudo, se move.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/150/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=150&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>HAICAI CONTÁBIL</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Março/2011 Foi através do amigo Rubem Alves que conheci os haicais, e sua essência (fazem parte de um ritual de &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/haicai-contabil/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=148&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Março/2011</p>
<p>Foi através do amigo Rubem Alves que conheci os haicais, e sua essência (fazem parte de um ritual de morte: o <em>seppuku</em>).</p>
<p>Segundo consta, o <em>seppuku</em> é um suicídio ritual ligado à tradição dos guerreiros samurais. O guerreiro se veste com vestes sagradas, assenta-se com pernas cruzadas e, com um punhal, abre vagarosamente o seu ventre de lado a lado. Nesse momento, ele se curva para a frente e o seu melhor amigo põe fim à dor com um golpe de espada que separa cabeça do corpo.</p>
<p>Parte desse ritual de por fim à vida era o guerreiro escrever um haicai, o seu último haicai.</p>
<p>Um haicai é um minúsculo poema que pinta a epifania de um instante. Miniatura; mas de peso insuportável.</p>
<p>Na essência do haicai temos, em poucas sílabas, a profunda meditação de uma vida; palavras essenciais que ficam.</p>
<p>Pensei, então, num haicai contábil; minha morte se aproxima&#8230;</p>
<p>Minha morte foi anunciada quando doutores das leis contábeis profetizaram que “se algum contador não souber falar e escrever pelo menos durante duas horas e umas 20 páginas sobre a ‘essência sobre a forma’ e o ‘valor justo’ será sumariamente expurgado da consideração dos pares ‘mas adiantados’, quando não punido com execução de apedrejamento moral, até a morte (contábil)”.</p>
<p>A morte nos acompanha&#8230;</p>
<p>Um haicai contábil; palavras essenciais que ficam.</p>
<p>É uma ilusão crer que um haicai contábil é composto apenas do contexto contábil; essas referências constituem uma limitação e um mal-entendido. Foi o Juliano Garcia Pessanha que sublinhou isso, quando afirmou que um livro é feito de encontro com lugares, doenças, pessoas atravessadas por uma verdade, pessoas que são livros não escritos&#8230; No caso da minha bibliografia, ela contempla não só os livros efetivamente citados nos capítulos e consultados na elaboração deles, mas também aqueles que me tocaram ao longo da vida e que ajudaram a formular as questões mais importantes.</p>
<p>Esse meu haicai, na verdade, não foi pensado estruturalmente; ele apareceu. Eu não estava pensando nela, na idéia; elas vieram por conta própria. Não eram idéias novas, mas me tocaram e ajudaram a formular o meu haicai.</p>
<p>O filósofo Nietzsche percebendo isso esclareceu que a gente não busca, ouve. Não pede ou dá, aceita. Tudo se oferece como se fosse a expressão mais óbvia, mais simples.</p>
<p>Foi o que aconteceu comigo. Numa onda enorme de liberdade, enquanto lia o poeta Manoel de Barros no seu discurso sobre Desprezo (o lugarejo chama-se Desprezo), a formulação do haicai apareceu por conta própria, e foi assim emendado por mim: “Eu não sei nada sobre as grandes coisas do novo padrão contábil, mas sobre as pequenas eu sei menos”.</p>
<p>Não consigo escrever nada segundo as regras. Minha execução será por apedrejamento; enfim!</p>
<p>Minha morte se aproxima. Morte livre. Que vem porque eu quero.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/148/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=148&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CONTADOR, SIMPLESMENTE COMPLICADO</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Fevereiro/2011 Assim disse (e escreveu) um professor-autoridade contábil brasileira: “Se algum contador não souber falar e escrever pelo menos durante &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/contador-simplesmente-complicado/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=146&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fevereiro/2011</p>
<p>Assim disse (e escreveu) um professor-autoridade contábil brasileira: “Se algum contador não souber falar e escrever pelo menos durante duas horas e umas 20 páginas sobre a ‘essência sobre a forma’ e o ‘valor justo’ será sumariamente expurgado da consideração dos pares ‘mas adiantados’, quando não punido com execução de apedrejamento moral, até a morte (contábil)”.</p>
<p>Nada melhor, nesse momento, que a opinião de Donaldo Schüler quando esclarece que “pouco vale o que as palavras [acima] dizem, decisivo é o que elas ocultam”.</p>
<p>É preciso, então, atrever-se a dar nova liberdade às palavras autoritárias&#8230;</p>
<p>Um passo adiante nessa psicologia do <em>consensus</em> <em>sapientium</em> <em>contábeis</em>, adotada pelo professor-autoridade, encontramos, inicialmente, a convicção da verdade. E quem está convicto da verdade não precisa escutar. Por que escutar? Somente prestam atenção nas opiniões dos outros, diferentes da própria, aqueles que não estão convictos de ser possuidores da verdade. Quem não está convicto está pronto a escutar – é um permanente aprendiz. Quem está convicto não tem o que aprender – é um permanente mestre de catecismo. As inquisições se fazem com pessoas convictas.</p>
<p>Com bem salientou o mestre Rubem Alves – talvez o professor-autoridade desconheça esse mestre –, “o professor verdadeiro, acima de todas as coisas que ensina, ensina a arte de desconfiar de si mesmo”.</p>
<p>Nesse mesmo sentido é importante a opinião do filósofo Bertrand Rusell, quando afirmou que gostaria de ver um mundo em que a educação tivesse antes a liberdade mental que o encarceramento do espírito dos jovens numa rígida armadura de dogmas.</p>
<p>Noutro passo, mais adiante, encontramos a mentira partidária, descrita por Nietzsche como sendo aquela que alguém engana a si mesmo; um não querer ver.</p>
<p>Diz o filósofo que esse não querer ver o que se vê, esse não quer ver da maneira que se vê, é quase a condição primeira de todos que são partidários em algum sentido. Por exemplo: o novo padrão contábil é obrigatório a todas as empresas brasileiras (sic)!</p>
<p>Um pouco mais adiante, e encontramos a Teoria do Medo: ou desfrutam conosco da segurança contábil e adotam (todos) o novo padrão contábil ou estão contra nós, e nesse caso a espada será o juiz.</p>
<p>Para dissipar eventuais dúvidas dessa Teoria do Medo, basta notar a indicação, subliminar ou não, adotada pelos partidários propagandistas componentes do <em>consensus</em> <em>sapientium</em> <em>contábeis</em>,<em> </em>em cursos, eventos, opiniões, etc de que o profissional contábil responderia, inclusive eticamente, pela falta de aplicação do padrão contábil internacional (nada mais inocente, diga-se de passagem).</p>
<p>O grau de compreensão da realidade que se oculta no texto do professor-autoridade depende, e muito, do modo pelo qual este é observado – livre ou aprisionado. Depende, sobretudo, da posição em que se coloca quem pretende analisá-lo. É preciso coragem; liberdade de pensamento.</p>
<p>Foi o Zatustra, de Nietzsche, quem disse que é preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante; e completou: corajoso, despreocupados, zombeteiros, violentos, eis como nos quer a sabedoria.</p>
<p>Converte-se em simples objeto aquele profissional que se recusa a valorar; é levado ao sabor dos ventos pela propaganda oficial – todos estão obrigados a seguir o padrão contábil, caso contrário serão punidos com execução de apedrejamento moral, até a morte contábil.</p>
<p>Na descrição de Marília Fiorillo o medo é a antítese da imaginação. Contra especulações, medo. Contra dúvidas, medo. Contra sonhos e desejos, medo. Contra o poder libertador e corrosivo do pensamento, só mesmo o medo.</p>
<p>Eis, nesse contexto, a agenda político partidária contábil: o medo!</p>
<p>Penso oportuno as palavras do Prof. Sérgio Alves Gomes, quando afirma que a vida humana é sucessão de possibilidades. E, por assim dizer, cada instante traz em si um novo desafio ao homem: o da escolha entre enfrentar racionalmente os problemas ou ignorá-los, deixando-se levar ao sabor dos ventos, como se nada pudesse fazer para mudar o curso de sua própria história (contábil).</p>
<p>O professor-autoridade acredita que, no solipsismo da razão contábil, encontra respostas para tudo. No entanto, a experiência socrática do diálogo já há muito demonstrou que o conhecimento e a construção de sentido só são possíveis mediante o diálogo, a intersubjetividade, graças à qual nascem os discursos nas mais variadas esferas do conhecimento humano.</p>
<p>O contador que queira se livrar dos grilhões da caverna de Platão é alguém que almeja caminhar em busca da sabedoria. Um “novo” contador não necessita de uma “nova” contabilidade. O “novo” contador tem a capacidade de renovar-se, de recusar a carcaça da propaganda contábil do pensamento único; unidimensional.</p>
<p>Cabe ao “novo” contador desenvolver não só a capacidade interpretativa, mas também, argumentativa, capaz de ler e compreender, além do explícito, o que há de implícito nos textos das autoridades contábeis (o universo implícito pode ser até maior do que o que já vem explicitado).</p>
<p>O “novo” contador é alguém que não se conforma com a mera somatória de conhecimentos; almeja caminhar em busca da sabedoria, da liberdade.</p>
<p>Enfim, só a educação liberta pessoas, povos, países e nações da ignorância e da subserviência.</p>
<p>Afinal, só existe sombra porque há luz&#8230;</p>
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		<title>SUPREMA FELICIDADE CONTÁBIL</title>
		<link>http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/suprema-felicidade-contabil/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Janeiro/2011 Pensei em nada escrever, em nada falar, pensei no silêncio. Mas, considerei conveniente interrogar. Foi então que um amigo, &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/suprema-felicidade-contabil/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=144&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Janeiro/2011</p>
<p>Pensei em nada escrever, em nada falar, pensei no silêncio. Mas, considerei conveniente interrogar. Foi então que um amigo, entre outras coisas, sentenciou: “enquanto muitos buscam bálsamos e anestésicos para suas feridas, eu amei tanto as minhas que só enxergo através delas”.</p>
<p>Foi nesse mesmo sentido que o poeta Manoel de Barros disse que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica, nem com balanças, nem com barômetros. A importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.</p>
<p>Há encantamento bom, como um passarinho nas mãos de uma criança; mas há encantamento ruim, como aquele do <em>bullying </em>contábil (todos os contadores devem seguir o novo padrão contábil, senão serão transformados em sapos, sem direito a ser príncipe um dia).</p>
<p>Olhando esse novo padrão contábil pelo ângulo não oficial, ditado pela Casa dos Sábios, temos que “nunca antes na história desse país” se faturou tanto com essa contabilidade internacional. Faturamento direito e indireto; faturamento financeiro e político; faturamento familiar – sobrinhos e afiliados; faturamento ético e aético; faturamento contabilizado ou não.</p>
<p>Como tenho um grilo com “ele”, meu olhar será através de estória. Vou seguir os conselhos de um amigo, que afirma gostar de contar estórias, pois elas dizem o que têm a dizer de forma curta e descomplicada. Não precisam de muitas explicações. E qualquer um entende. E aqui vai&#8230;</p>
<p>Era uma vez (estórias sempre começam assim) em Pasárgada&#8230; Determinou-se ali que o padrão contábil fosse modificado; ao invés do padrão local seria implantado um estrangeiro; melhor, internacional. Todos, em qualquer canto do planeta, poderiam reconhecer aqueles números e seus signos.</p>
<p>Ocorre que nessa localidade não havia obrigação formal para que todos seguissem essa <em>comoditie</em>; mas isso não importava, o que importava era a implantação do “negócio”, valorizando a marca pessoal e profissional de toda a classe dos “sapos” (sim, naquele local contador era conhecido como “sapo” – um dia, quem sabe, conto como esse “apelido” pegou por lá).</p>
<p>Para que todos pensassem pensamentos únicos, padronizados, foram criados propagandas e programas oficiais: o fim justifica os meios! Várias frentes de batalhas foram abertas: apoio a todo e qualquer pensamento que seja único; abate das opiniões contrárias; foco maciço no rebanho, para que não haja fuga; cursos e patrocínio oficial aos eventos do pensamento único; transformação de instituições oficiais em promotoras de eventos; faculdades e universidades com pensamento único, e assim por diante.</p>
<p>No campo de batalha – mesmo que sem oposição – o “rei” disponibilizou a base de e-mails dos seus súditos a sobrinhos-afiliados, para, a partir desse meio de comunicação, produzir material de propaganda pessoal e daquele pensamento único, claro. Tudo em nome da padronização de pensamento.</p>
<p>Aquela outrora instituição oficial dos “sapos” passou de profissional à promotora de eventos (basta entrar no <em>“site”</em>), principalmente daqueles com pensamento unidimensional – e se for sobrinho-afilhado, melhor ainda.</p>
<p>Um profissional-“sapo”, acuado pelo <em>bullying </em>contábil, recebeu uma propaganda para um curso sobre mais saberes contabilísticos, patrocinado pela instituição oficial (mais uma vez!); este curso seria desenvolvido totalmente de forma virtual; não seria preciso sair de casa pra conhecer como “fazer” a nova contabilidade (ou melhor, como fazer para fazer como querem que se faça). Custo baixo, facilidade de informação, certificado com chancela oficial&#8230; tudo beleza!</p>
<p>Aquele “sapo”, pra não ficar fora de moda, decidiu fazer o curso “oferecido”. Mas a empresa do curso de saberes contabilísticos, patrocinada pela instituição oficial, não emite nota fiscal da inscrição. Paga-se a inscrição através de boleto, e este é o “documento”. Não estão “preparados” para emitir NF.</p>
<p>Seria esse o novo padrão contábil? Pra que NF se a essência prevalece sobre a forma&#8230;</p>
<p>O “sapo” saltou fora do curso furado; foi pescar!</p>
<p>Enfim, “nunca antes na história desse país” se faturou tanto com essa contabilidade internacional. Toda a classe dos “sapos” está desfrutando do bônus dessa padronização. Alguns mais do que outros&#8230; Mas essa é outra estória.</p>
<p>E todos os “sapos” viveram felizes pra sempre (uns mais que outros, mas todos com a suprema felicidade)!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/144/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=144&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A DIVINA COMÉDIA CONTÁBIL</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Outubro/2010 Diz-se “autêntica” àquela interpretação própria do agente estatal imbuído de autoridade formal-institucional. Quem produz uma interpretação “autêntica” exerce um &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/a-divina-comedia-contabil/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=142&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outubro/2010</p>
<p>Diz-se “autêntica” àquela interpretação própria do agente estatal imbuído de autoridade formal-institucional. Quem produz uma interpretação “autêntica” exerce um ato de poder.</p>
<p>A partir da Lei 12.249, com a modificação do art. 6º do DL 9.295, o Conselho Federal de Contabilidade recebeu a competência legal para “editar” normas brasileiras de contabilidade de natureza técnica e profissional; intérprete administrativo “autêntico” da contabilidade.</p>
<p>Quando “Eu, contador” quero observar uma norma que regule minha conduta profissional, devo fazer uma escolha; mas essa não é uma escolha “autêntica”. Apenas o intérprete “autêntico” – o Conselho – é revestido desse Poder.</p>
<p>A interpretação “autêntica”, segundo o ex-ministro do STF Eros Grau, significa escolher uma entre várias interpretações possíveis, de modo que a escolha seja apresentada como “adequada”.</p>
<p>Temos, então, como adequadas todas as normas brasileiras de contabilidade de natureza técnica e profissional vindas daquele que produz a interpretação “autêntica”, no caso o Conselho.</p>
<p>Na Resolução CFC 1.299, que dispõe sobre escrituração contábil digital – SPED, o intérprete “autêntico”, revestido do Poder, determinou que na escrituração contábil “digital” não deve conter “espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens”.</p>
<p>O “conteúdo”, por assim dizer, da resolução, é que no meio digital do SPED não é permitido que na “contabilidade digital” (sic) existam espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens.</p>
<p>Em tempos de essência sobre a forma, ajuste a valor presente, padrões nacional e internacional, valorização da marca profissional, o “meio” digital não pode conter borrões, emendas&#8230;</p>
<p>Disse a Adélia Prado que é preciso muitas palavras pra dizer uma só.</p>
<p>Em muitas palavras, o Conselho, enquanto intérprete “autêntico” da contabilidade “determina” que no “arquivo digital” não existam espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens.</p>
<p>Neurônios não explicam nada; nada!</p>
<p>Estava certo o Alberto Caiero quando disse que o essencial é saber ver, mas isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender&#8230;</p>
<p>Afinal, não entender nada já um hábito!</p>
<p>Então, vou gerar um arquivo digital / onde não existam espaços em branco / entrelinhas / borrões / rasuras / emendas / ou transportes para as margens.</p>
<p>De novo recorro-me a Adélia Prado para quem todas as palavras são dúbias, mas toda “compreensão é poesia”&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/142/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=142&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>IGNORÃÇAS CONTÁBEIS</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Setembro/2010 Em seu “silêncio eloqüente” Marcílio Toscano Franca Filho nos apresenta que durante muito tempo e em muitas civilizações, o &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/ignoracas-contabeis/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=140&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Setembro/2010</p>
<p>Em seu “silêncio eloqüente” Marcílio Toscano Franca Filho nos apresenta que durante muito tempo e em muitas civilizações, o jurisconsulto foi o poeta e o poeta, o único jurisconsulto. Direito e poesia gozaram sempre de grande intimidade por séculos. As leis de Ísis eram escritas em versos; eram em versos também as leis de Esparta, e o atinenses costumavam cantar as suas normas em forma de longos poemas para fixá-las.</p>
<p>Lembrei-me, então, do alquimista do verbo, o poeta Manoel de Barros, que, afim de concertar suas ignorãças, escreveu assim: “O rio que fazia volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia volta atrás de casa. Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada. Acho que o nome empobreceu a imagem”.</p>
<p>Pois veja, nas sendas jurídicas a importância de uma coisa não se mede apenas na rica oratória dos seus grandes tribunos, doutores, mas também no encantamento que a coisa produz em nós.</p>
<p>Foi em busca desse encantamento que a imagem da cobra de vidro se entrelaçou com a contabilidade; nobremente, diga-se.</p>
<p>O fenômeno contábil entra em cena na seguinte estória, então: “O contador de contabilidade encerrou os livros e emitiu as demonstrações contábeis. Um doutor formado na casa dos sábios contábeis, capitaneado pelo delegado e tio-padrinho da capital, em seu trejeito de andar de pomba-rolinha, disse, ao ver as demonstrações contábeis, que se tratava de demonstrações contábeis internacionais e padronizadas. Não era mais a minha contabilidade. Era uma contabilidade internacional, padronizada. O nome empobreceu minha imagem da contabilidade”.</p>
<p>Como diria o poeta, há um desagero em mim de aceitar essas medidas padronizadas, acorrentadas; há em mim um desagero em aceitar opiniões chapa-branca, apadrinhadas. Não sei se isso é um defeito do olho ou da razão. Talvez dos dois&#8230;</p>
<p>A importância da contabilidade não se mede com fita-padrão nem com balanço-padrão nem com opinião-padrão; a importância se mede pelo encantamento que ela produz em nós.</p>
<p>Amparado no elemento próprio e unidimensional o doutor dos saberes contábeis nos entrega nossa caixa, determinada e montada; construída num tamanho único, padrão, sem espaço para liberdade; formatada. Padronizada&#8230;</p>
<p>“Eu não sei nada sobre as grandes coisas do mundo, mas sobre as pequenas sei menos”, disse Manoel de Barros.</p>
<p>Eu, contador, não sei nada sobre as grandes coisas contábeis do mundo, mas sobre as pequenas sei menos, agora.</p>
<p>O nome empobreceu minha imagem da contabilidade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/140/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=140&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>FISCALIZAÇÃO DO CONSELHO CONTÁBIL: DEMÔNIOS E PECADOS</title>
		<link>http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/fiscalizacao-do-conselho-contabil-demonios-e-pecados/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Agosto/2010 Os fundamentos que dão suporte ao Habeas Corpus 93.050/RJ, tendo como Relator o Ministro Celso de Mello, do STF, &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/fiscalizacao-do-conselho-contabil-demonios-e-pecados/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=138&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agosto/2010</p>
<p>Os fundamentos que dão suporte ao <em>Habeas Corpus</em> 93.050/RJ, tendo como Relator o Ministro Celso de Mello, do STF, assumem relevância jurídica, especialmente se examinada a proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da CF/88, e os escritórios de contabilidade, onde se desenvolvem os serviços profissionais do contador.</p>
<p>Naquilo que nos interessa vale anotar desse HC que não são absolutos os poderes de fiscalização do Conselho de Contabilidade, pois este, em tema de disciplina do exercício da profissão de contador, está sujeito à observância de um complexo de direitos e prerrogativas que assistem, constitucionalmente, os contadores e seus clientes em geral. Na realidade, os poderes do Conselho encontram, nos direitos e garantias individuais, limites instransponíveis, cujo desrespeito pode caracterizar ilícito constitucional.</p>
<p>A fiscalização do Conselho, por isso mesmo, embora podendo muito, não pode tudo. É que, ao Conselho, é somente lícito atuar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei.</p>
<p>O Conselho não pode, sem mandato judicial, ingressar em escritório de contabilidade exigindo, contra a vontade de quem de direito, os livros e documentos contábeis das empresas assistidas pelo profissional contador.</p>
<p>Vale destacar que para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da Constituição da República, o conceito normativo de &#8220;casa&#8221; compreende os escritórios contábeis, onde o profissional habilitado desenvolve os serviços profissionais.</p>
<p>O Conselho não está investido de poderes excepcionais que lhe permitam exercer a fiscalização do profissional contador através de livros e documentos contábeis de seus clientes; é necessário observar que estes dados estão submetidos ao regramento do art. 1.190 do Código Civil Brasileiro, prescrevendo que “ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei”.</p>
<p>É direito individual do empresário e da sociedade empresária (clientes da sociedade/profissional contábil) não apresentar a nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, seus livros e documentos contábeis e fiscais, nos termos do art. 1.190 do CCB, exceto às autoridades fazendárias, conforme prescreve o art. 1.193 do CCB.</p>
<p>Os procedimentos do Conselho que contrariem o dispositivo acima se revela inaceitável, e não podem ser corroborados pelo Poder Judiciário.</p>
<p>É ilegal, portanto, a Resolução CFC 890, ao dispor que o Conselho ao desenvolver sua ação fiscalizatória tenha acesso<strong> </strong>às demonstrações e escrituração contábeis das empresas clientes da sociedade/profissional contábil (livros e documentos contábeis).</p>
<p>O acesso aos livros e documentos contábeis dos empresários e das sociedades empresariais, bem como aos contratos de prestação de serviços profissionais e relação de clientes vinculados à sociedade/profissional contábil esbarra, ainda, no sigilo profissional.</p>
<p>Como bem demonstra a decisão do STJ, proferida no REsp nº 664.336-DF, a requisição pelo Conselho de Contabilidade para que a sociedade/profissional contábil submetida a fiscalização deste apresente informações e documentos em seu poder, em decorrência do exercício profissional, trata-se de “pura e simples quebra do sigilo de dados profissionais”, sendo inadmitida pela ordem jurídica vigente.</p>
<p>Como bem lembrou Hugo de Brito Machado, citando Pontes de Miranda, “é país em deterioração todo aquele em que os homens passam acima das leis”.</p>
<p>Inexiste amparo legal no DL 9.295, que cria o Conselho Federal de Contabilidade e define as atribuições do contador, para obrigar estes profissionais a fornecer ao Conselho os livros e documentos contábeis dos empresários e das sociedades empresariais, bem como aos contratos de prestação de serviços profissionais e relação de clientes vinculados à sociedade/profissional contábil.</p>
<p>A esse respeito destaque-se a opinião do Professor Titular de Direito Comercial na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná Alfredo de Assis Gonçalves Neto, para quem “a escrituração é arquivo do empresário; revela o histórico de sua vida empresarial e, por isso, só a ele interessa, ‘não devendo ficar exposta a bisbilhotices de terceiros’”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelosilva.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelosilva.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=138&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>AGORA É LEI, AS NORMAS DE CONTABILIDADE EDITADAS PELO CONSELHO SÃO ILEGAIS</title>
		<link>http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/agora-e-lei-as-normas-de-contabilidade-editadas-pelo-conselho-sao-ilegais/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Agosto/2010             O advento da Lei 12.249, com a nova configuração que instituiu atribuições ao Conselho Contábil, não poderia deixar &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/agora-e-lei-as-normas-de-contabilidade-editadas-pelo-conselho-sao-ilegais/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=136&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agosto/2010</p>
<p>            O advento da Lei 12.249, com a nova configuração que instituiu atribuições ao Conselho Contábil, não poderia deixar de repercutir na classe contábil, deixando marcas sensíveis e específicas.</p>
<p>            Como bem adverte o Prof. Paulo de Barros Carvalho, o direito incide sobre o campo dos comportamentos intersubjetivos, mas para tanto, qualifica pessoas, situações e coisas. Às vezes, discreta mutação na ordem das qualificações será o bastante para alterar institutos e regimes jurídicos que se mantiveram estáveis por muitos anos. E, com isso, o direito vai avançando em clima de completabilidade. Não de completude, como já se pretendeu, mas operando de tal maneira que permaneça em estado de aptidão para responder, com norma, às circunstâncias da vida social que lhe interessa absorver, utilizando seu invariável e peculiar instrumento de regulação das condutas inter-humanas, isto é, permitindo, obrigando e proibindo.</p>
<p>            Quando se fala em incidência jurídica estamos pressupondo a linguagem do direito positivo projetando-se sobre o campo material das condutas intersubjetivas, para organizá-las deonticamente, modalizada com um dos operadores deônticos: obrigatório, proibido ou permitido.</p>
<p>Com efeito, a partir da Lei 12.249, com a modificação do art. 6º do DL 9.295, é atribuição (permitido) do Conselho Federal de Contabilidade editar normas brasileiras de contabilidade, dentre outros elementos.</p>
<p>Penso oportuno as lições de Miguel Reale, para quem é na essência e na vida mesma do direito positivo que, antes de mais nada, nos cabe penetrar, recolocando-o no meio do mundo social, do qual ele é um elemento integrante, para estudá-lo em função das forças intelectuais e morais da humanidade, que, somente elas, lhe podem dar real valor.</p>
<p>Entrecruzam-se, de certa forma, as lições de Carvalho e Reale na materialidade da Lei 12.249, pois é necessário refletir sobre a norma jurídica positiva, penetrando em seus elementos, anotando a discreta mutação na ordem das qualificações, suficiente para alterar práticas naturais (costumes!) que se mantiveram estáveis por muitos anos.</p>
<p>Se é certo que a Lei 12.249 permite “agora” ao Conselho Contábil editar normas brasileiras de contabilidade, é óbvio que este não as possuía; se já possuía a competência, a Lei 12.249 seria, então, inútil, contendo palavras imprestáveis, descartáveis.</p>
<p>Quem assume a posição unidimensional de que a Conselho Contábil já possuía a competência para editar normas contábeis, assume, obrigatoriamente, a defesa da ilegalidade da Lei 12.249, pois conceder aquilo que já se possui é redundância inaceitável; é ilógico.</p>
<p>Há, com efeito, duas perspectivas do valor jurídico em análise, uma unidimensional e outra pelo método do círculo hermenêutico. Na primeira estamos cegos para outras dimensões da realidade, estamos diante apenas do e pelo poder, da teoria do medo; na hipótese seguinte, no círculo hermenêutico, o movimento da compreensão vai constantemente do todo à parte e desta ao todo. A tarefa é ampliar a unidade do sentido compreendido em círculos concêntricos. O critério correspondente para a correção da compreensão é sempre a concordância de cada particularidade com o todo.</p>
<p>A compreensão disso tudo só se obtém por meio da liberdade de pensamento, ampliando horizontes, e o conseqüente alargamento do campo de visão no qual o objeto de estudo é percebido.</p>
<p>Ora, a Lei 12.249 só atribuiu ao Conselho Federal de Contabilidade a competência para editar normas brasileiras de contabilidade porque este não a possuía; isso é juridicamente óbvio!</p>
<p>A grande relevância de entrever essa distinção aparece quando se pretende perguntar: as normas brasileiras de contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade antes da permissão contida na Lei 12.249 são legais? E a resposta é esta: absolutamente, não.</p>
<p>Muito bem. Na hierarquia do direito posto as normas brasileiras de contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade até a vigência da Lei 12.249 regulam apenas práticas morais, sendo incapazes de regular juridicamente uma conduta. São, portanto, incapazes de regular o dever-ser.</p>
<p>Quando se fala em conduta jurídica é necessário advertir que as normas brasileiras de contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade até a vigência da Lei 12.249 não tem a capacidade de regulação das condutas inter-humanas, isto é, não são capazes de permitir, obrigar ou proibir, nada a ninguém.</p>
<p>Nada de extraordinário há nessa constatação; mas no fundo é preciso que sejam mantidas as instituições como sempre a vimos – as colunas da casa dos sábios contábeis não podem ser ameaçadas, e aí busca-se no art. 36 do DL 9.295 a força normativa (sic) necessária para validar as normas brasileiras de contabilidade editadas até agora. É preciso não desestabilizar a fonte!</p>
<p>Ora, o leigo, o leitor incauto, o sobrinho, ou aquele intérprete aferrado ao ligeiro e superficial exame da tessitura gráfica dos textos jurídicos, ficará atônito diante de algo que jamais imaginara: a modificação do art. 6º do DL 9.295 pela Lei 12.249 é o reconhecimento jurídico de que o art. 36 deste DL não era campo material das condutas intersubjetivas no que se refere a normas brasileiras de contabilidade.</p>
<p>E assim, apesar da reiterada pretensão de se proibir ou dificultar o desenvolvimento do debate em torno da questão, o pensamento e a consciência profissional livre continuam a avançar na busca da compreensão razoável do melhor modo de se conceber o significado dos valores jurídicos que disciplinam a matéria contábil.</p>
<p>Konrad Hesse nos fala sobre uma “vontade de Constituição”, onde, em três vertentes, evidencia a necessidade de proteção do individuo contra o arbítrio desmedido e disforme, a necessidade de que a ordem jurídica seja constante processo de legitimação, e a necessidade de que ordem jurídica seja eficaz com o concurso da vontade humana.</p>
<p>A força que constitui a essência da classe contábil reside, então, naquilo que podemos chamar de “vontade de contabilidade”, impulsionando-a, conduzindo-a e transformando-a, assim, pela força ativa da ordem jurídica legítima, e legitimada constantemente pela vontade humana; resultante de uma força individual e coletiva de uma classe contábil livre, não acorrentada. Contra-a-corrente!</p>
<p>Isso tudo, se permitirem!</p>
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	</item>
		<item>
		<title>NOVO PADRÃO CONTÁBIL “MONETÁRIO”</title>
		<link>http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/novo-padrao-contabil-%e2%80%9cmonetario%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:17:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tributária]]></category>

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		<description><![CDATA[Julho/2010 Nesse momento em que o fanatismo contábil chapa-branca, intrépido em sua irracionalidade, toma a dianteira, às vezes na pele &#8230;<p><a href="http://marcelosilva.wordpress.com/2011/04/18/novo-padrao-contabil-%e2%80%9cmonetario%e2%80%9d/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcelosilva.wordpress.com&amp;blog=750637&amp;post=134&amp;subd=marcelosilva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Julho/2010</p>
<p>Nesse momento em que o fanatismo contábil chapa-branca, intrépido em sua irracionalidade, toma a dianteira, às vezes na pele mais exposta e explícita em e-mails e cursos chancelados, é oportuno anotar algumas mudanças no padrão contábil “monetário” que, ao que parece, não interessa ser divulgadas pelos diplomatas dos saberes contábeis.</p>
<p>Consta das propagandas que a Lei 12.249 é a concretização de um sonho da classe contábil (sic), pois com as mudanças produzidas no Decreto-lei 9.295 o Conselho Contábil ganha (a partir de agora!) competência legal para “regular acerca dos princípios contábeis, do exame de suficiência, do cadastro de qualificação técnica e dos programas de educação continuada, e editar normas brasileiras de contabilidade de natureza técnica e profissional”.</p>
<p>Sobre propagandas oficiais o filósofo Bertrand Russell é preciso ao descrever que existem dois males bem diferentes: por um lado, seu apelo é em geral para causas irracionais de crenças (uma “lei” valoriza uma classe?) e não para argumentos sérios; por outro, ela propicia uma vantagem injusta para aqueles que podem recorrer a mais publicidade, seja por meio da riqueza ou do poder.</p>
<p>De minha parte, inclino-me a destacar o novo padrão contábil “monetário” trazido pela Lei 12.249, e que não faz parte das propagandas nem das opiniões apadrinhadas.</p>
<p>A referida lei, alterando o art. 21 do Decreto-lei 9.295, prescreve que na fixação das anuidades devidas ao Conselho Contábil serão observados os limites (sic) de R$ 380,00 para pessoas físicas e R$ 950,00 para pessoas jurídicas, sendo permitida a correção anual pelo IPCA. Estamos diante de um novo padrão contábil “monetário”, o valor das anuidades foi regulado por lei, e reajustado.</p>
<p>Nesse ponto é imperioso destacar o posicionamento do STJ, para quem as anuidades dos conselhos profissionais têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser fixados nos limites estabelecidos em “lei”, não podendo ser arbitrados por resolução ou atos administrativos.</p>
<p>É extremamente assustador pensar, então, que nos últimos 20 anos a anuidade do Conselho, de acordo com pacífica e remansosa jurisprudência dos tribunais brasileiros, foi fixada de forma indevida, por meio de resoluções. Ocorre que de acordo com as normas jurídicas vigentes nesse período a anuidade devida foi de R$ 38,00, até agora com a entrada em vigor da Lei 12.249 (com efeitos na anuidade a partir de 2011).</p>
<p>Não se pode negar que na relação entre o profissional habilitado e o seu conselho de classe, além da norma jurídica impositiva, no dever-ser, haja um <em>Pacto Psicológico</em> implícito, onde a boa-fé se reveste em algo muito maior que uma simples <em>expectativa</em>. Nesta relação de boa-fé, o profissional habilitado tem a <em>expectativa</em> de ser cobrado pela “anuidade” do conselho de classe “nos termos da lei”.</p>
<p>Mas nos últimos 20 anos&#8230; mas&#8230; mas&#8230;</p>
<p>Operada a ruptura, estamos diante de realidades complexas: a ilegalidade operada nos últimos 20 anos não é de interesse da classe contábil? as possibilidades da expansão do conhecimento não são diretamente proporcionais às garantias de “liberdade para conhecer”?</p>
<p>A resposta só pode vir mediante a contextualização, porque o intérprete está sempre dentro de um contexto. E o contexto que interessa à presente reflexão é o de uma classe contábil em construção. Classe essa que instituiu o “estado” visando a realização ético-jurídica e política dos valores justos.</p>
<p>Mas&#8230; mas&#8230; mas&#8230;</p>
<p>Não se trata de ingenuidade, mas é possível verificar, numa página da internet, um Link contendo “Decisões judiciais de interesse da classe contábil”, onde não consta qualquer decisão em favor dos contadores no que se refere à ilegalidade das anuidades. Nenhuma!</p>
<p>Mas afinal, qual é essa classe contábil? As decisões favoráveis aos profissionais não são de interesse da classe contábil?</p>
<p>L’état, c’est moi!</p>
<p>Não seria interessante que fosse divulgado que os escritórios contábeis optantes pelo Simples Nacional estão desobrigados do pagamento da anuidade do conselho (R$ 950,00), em decorrência da prescrição contida no § 3º, art. 13 da LC nº 123/2006, conforme sentença definitiva da 1ª Vara do Juizado Especial Federal de Londrina?</p>
<p>L’état, c’est moi!</p>
<p>Como Anaximandro de Mileto, que quando se propôs a escrever pensou no seu povo ameaçado por um grande império, o livre pensador amplia seu horizonte fora das correntes que aprisionam, operando rupturas, mesmo que dolorosas; este não perde a capacidade de pensar, não está acorrentado ao sim e não oficial.</p>
<p>É necessário compreender que a consistência do saber depende de liberdade. O filósofo Nietszche pensa o mesmo, mas de forma diferente, quando diz, em <em>Ecce Homo</em>, que os eruditos gastam todas as suas energias dizendo Sim e Não na crítica daquilo que os outros pensam – eles não tem mais capacidade de pensar. Não é diferente a opinião do poeta Manoel de Barros quando brinca que sua “independência tem algemas”.</p>
<p>Independência com algemas&#8230;</p>
<p>Compreender todo este contexto é essencial para a construção de um pensamento aberto, livre dos grilhões, das opiniões chanceladas&#8230;</p>
<p>Um novo contador! Livre?</p>
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